5 Minutos com Caio Lopes
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 29/10/2013
Uma das grandes revelações de 2013, jovem piloto disputa o primeiro título brasileiro de motocross na sua carreira

Créditos: César Araújo, Miguel Campano e Carol Sarto

 

Seguindo com a série “5 Minutos com”, nosso entrevistado da edição desta semana é o jovem piloto paulista Caio Lopes, de apenas 20 anos de idade. Uma das grandes revelações da temporada 2013, Caio atualmente disputa a categoria Nacional 230cc no Campeonato Brasileiro de Motocross, onde pode conquistar o primeiro título nacional de sua carreira. Atualmente ele é o segundo colocado, seis pontos atrás do piloto Marcos Guilherme, contra quem vai decidir o título na final em Senador Canedo. Nesta entrevista Caio conta um pouco da sua história no motocross, as expectativas para a decisão do título brasileiro e sua participação no GP Brasil do Mundial de Motocross entre outros assuntos. Boa leitura!

 

Caio, o seu nome está ganhando cada vez mais destaque no cenário do motocross brasileiro neste ano. Conte para os nossos leitores a sua história dentro do esporte. Como descobriu a paixão pelo motocross e como foi o seu começo dentro dele?

Comecei no motocross aos 3 anos, por incentivo do meu pai, mas somente em 2007, quando estava na categoria 85cc (Junior), que comecei a treinar mais e disputar campeonatos. Desde então estou seguindo firme e com muito amor no que faço.

 

Você está disputando o título brasileiro de motocross na categoria Nacional 230cc. Como você avalia o seu desempenho no campeonato até aqui?

Esse foi meu primeiro ano correndo de nacional 230cc e até agora estou muito satisfeito com meus resultados e o equipamento que venho pilotando.

 

Você está seis pontos atrás do piloto Marcos Guilherme. Quais são as suas expectativas para a decisão do título em Senador Canedo?

Estou muito focado para a última etapa e vou dar tudo de mim para conquistar esse título para a Yamaha, título que será inédito na minha carreira.

 

Ainda falando em Brasileiro de Motocross, qual foi à etapa mais positiva para você? E qual foi a mais negativa? Por quê?

A primeira etapa com certeza foi a mais positiva, onde comecei com o pé direito, vencendo. A mais negativa foi a de Foz do Iguaçu, onde não consegui desenvolver um bom ritmo e acabei ficando na sétima colocação.

 

Este ano você disputou o GP Brasil do Mundial de Motocross no Beto Carrero. Comente sobre esta experiência.

Foi uma experiência incrível poder estar lado a lado com os melhores do mundo e com grandes ídolos meus. Apesar de eu ter tido uma queda durantes os treinos, consegui ir bem na corrida e evolui muito com essa experiência.

 

Além do Brasileiro de Motocross, quais são as outras competições que você está disputando este ano e como você avalia seu desempenho nelas até o momento?

Estou disputando a Copa São Paulo de Motocross, o Campeonato Interestadual de Motocross e a Copa Paulista de Motocross. Em todas essas competições venho fazendo um bom trabalho, sempre chegando entre os primeiros colocados.

 

Num aspecto geral, como você avalia a temporada 2013? Quais foram às principais dificuldades e desafios superados até aqui?

A temporada 2013 está sendo muito boa, estou em uma equipe grande, que me fornece uma ótima estrutura. Estou em uma categoria nova para mim e no início a minha dificuldade foi para me adaptar ao novo equipamento, mas nada que não pude superar até o momento.

 

O que você faz além do motocross? Estuda? Trabalha?

Fora do motocross eu faço outros esportes alternativos como bicicross, natação e Jiu Jitsu, que juntos me ajudam na preparação física para o motocross. Também estou no 3° ano da faculdade. Estou cursando Engenharia Civil.

 

Pretende viver somente da sua carreira no esporte?

Sim, como qualquer piloto, sonho em viver do esporte que amo.

 

Por que uma carreira no motocross é um privilégio para poucos no Brasil? E na sua opinião, o que está falando para que o esporte tenha o reconhecimento que merece no nosso país?

A carreira no motocross é difícil por ser um esporte muito caro. Apesar do esporte estar crescendo e termos empresas que investem nos pilotos, ainda faltam investimentos no motocross.

 

Caio, muito obrigado pela entrevista. Para finalizar, o espaço é seu.

Bom, queria agradecer a Deus a minha família e minha namorada, que estão sempre me dando à maior força possível, meus patrocinadores (Yamaha, Geração, ASW, SKF, Rock Parts, Nicoboco, Grupo Montana, Technic Pneus, Infected Grafx, Juninho Motos, Motul e Julilary Açaí), a todos que torcem por mim e a vocês do Cross Clube Brasil pela entrevista.

 

Bate-Bola

Nome completo: Caio Lopes Fernandes

Data de Nascimento: 19/05/1993

Cidade Natal: São Paulo

Cidade atual: São Paulo

Ídolo nacional: Carlos Campano

Ídolo internacional: James “Bubba” Stewart e Ken Roczen

Comida favorita: Panqueca

Bebida favorita: Suco

Lazer favorito: Sair com a namorada e amigos

Filme favorito: Velozes e Furiosos

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