Entrevista: Chad Reed
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 18/01/2016
Aos 33 anos, australiano garante que não vai se contentar apenas com o pódio. Quer vitórias e brigar pelo título

Duas corridas e Chad Reed já conseguiu um pódio nesta temporada do AMA Supercross. Durante as 20 voltas da final da categoria 450SX em San Diego, o piloto da equipe oficial Yamaha andou na vice-liderança, variando de um a dois segundos sua diferença para o atual campeão Ryan Dungey (vencedor da corrida), mostrando que aos 33 anos (idade em que vários pilotos se aposentam) ainda pode ser muito competitivo na principal categoria do AMA Supercross. Em sua 14ª temporada na categoria 450SX, o australiano garante que não vai se contentar apenas em subir ao pódio. Quer vencer corridas e brigar pelo título. Pelo menos foi isso que ele disse logo após a corrida em San Diego, em entrevista ao site da revista americana Racer X. Confira a tradução na íntegra.

 

Outro ano, outra mudança de marca, outro “isso poderia ser o fim”? Não! Chad Reed esteve no pódio novamente, andando no mesmo ritmo de Dungey. Isso é como um renascimento para o seu ritmo 100%.

Definitivamente, quando você coloca assim, eu não tinha pensado nisso desta maneira, mas eu acho que tive os meus altos e baixos. Hoje à noite nós passamos 26 voltas atrás do campeão (contando a classificatória e a final) e aprendi muito. Ganhei um pouco, perdi um pouco. Fizemos algumas boas mudanças nesta semana. Meu foco eram as largadas e eu consegui os U$ 1.500 do holeshot. Talvez eu devesse dar esse dinheiro ao (Michael) Byrne, mas vamos ver.

 

Na semana passada você finalizou em sexto, mas sua pilotagem estava boa. Foi sua primeira corrida na nova equipe e ouvimos dizer que você não fez uma “tonelada” de alterações na moto durante o dia. Não é apenas a noite de hoje que foi boa. Tudo tem dado certo o tempo todo.

Sim, semana passada, na primeira largada, antes do reinício, eu estava em quarto e senti que tinha um bom ritmo. Estava andando na frente e seguindo (Ryan) Dungey novamente. Eu acho que semana passada, provavelmente a pista estava um pouco mais no estilo que eu gosto, um pouco mais técnica. Hoje à noite a verdade é que este não era o meu estilo preferido de pista. A pista era veloz e você tinha que ser rápido em cada metro para ganhar um décimo de segundo aqui, outro décimo ali. Nós trabalhamos em nossos pontos fracos nesta semana e tivemos uma melhora, mas ainda há um pouco de trabalho a ser feito.

 

Então você chegou ao pódio. San Diego é sempre bom para você. Mas você foi o segundo colocado. Você está feliz com a segunda posição simplesmente pelo fato de estar no pódio (que é o que você gosta) ou você quer vencer?

Claro que quero vencer, mas à medida que você envelhece, acaba apreciando um pouco mais esses grandes resultados. Logo após o pódio, Jim Holley (repórter do site oficial do Monster Energy Supercross) me fez lembrar que meu último pódio havia sido na minha vitória em Atlanta 1 no ano passado. Então me dei conta que havia muito tempo que eu não pegava um pódio, olhei para baixo e vi minha esposa lá, tão feliz. Nós somos uma família e juntos temos o recorde de pódios no supercross, estamos acostumados a frequentá-lo. Mas não queremos apenas fazer números. Queremos estar no pódio, queremos vencer corridas. Então, eu estou contente, estou feliz, sou grato. Mas você sempre quer vencer. Eu sei onde sou forte e onde sou fraco. O desafio é acertar na pilotagem, encontrar um bom acerto para a moto e continuar fazendo largadas sólidas e 20 voltas sólidas.

 

Deve ter havido alguns momentos estressantes, como todo o processo de construção de uma nova equipe. Isso aconteceu? Ou está acontecendo? Quanto bom é o sentimento de ver as coisas acontecendo e funcionando? A Yamaha não foi boa apenas aqui (em San Diego), ela é eficaz, é rápida, é boa.

Sim, isto é. A sensação ao redor é mútua. Todo mundo está feliz. Na manhã de quinta-feira passada, durante o Press Day, eu tive que ir no prédio da Yamaha, onde trabalham os caras que assinam os cheques de pagamento. Muitas das pessoas que estavam lá há muitos anos atrás ainda estão lá. Foi muito divertido ver alguns rostos familiares. Eles são gratos por me ter de volta e eu sou grato pela oportunidade. Mas eu sou um atleta tipicamente ávido. Eu quero o final do conto de fadas. Quero ganhar corridas e quero ganhar um título. Quero trabalhar duro. Estou pronto para trabalhar duro e fazer o que for preciso. Sinto que estou em um bom lugar, estou em boa forma, a moto é boa e isso é tudo para mim. 

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