Entrevista: Enzo Lopes
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 24/07/2017
Expectativas para o Loretta Lynn’s 2017 e o que virá depois? AMA Motocross? Enzo nos contou tudo, confira!

Maior esperança de um dia vermos um piloto brasileiro brilhando nas principais competições de motocross e supercross do mundo, Enzo Lopes está vivendo a melhor fase de sua carreira, tanto mentalmente quanto fisicamente (e isso tem se refletido em sua confiança e excelentes resultados dentro das pistas). Às vésperas de mais um Loretta Lynn’s (maior campeonato de motocross amador do mundo, que acontece entre os dias 31 de julho e 05 de agosto), Enzo concedeu entrevista exclusiva para o Cross Clube Brasil, falando de suas expectativas para a prova deste ano (onde irá enfrentar os melhores pilotos da atualidade, nas duas principais categorias da competição), além do que virá depois, já que ele não esconde mais que, este, será definitivamente o último capítulo de sua carreira amadora nos Estados Unidos. Será que após o Loretta Lynn’s vai disputar as etapas que restam do AMA Motocross? Ele nos contou tudo, confira!

 

Enzo, em primeiro lugar muito obrigado por reservar um tempo para esta entrevista. Eu gostaria que você começasse recapitulando e comentando o seu desempenho nas seguintes corridas que você disputou nos Estados Unidos este ano: Classificatórias de Área do Loretta Lynn, Daytona Amateur Supercross, Freestone e Oakhill.

Olá a todos, eu que agradeço a oportunidade de falar como tem sido este ano para mim. Os Clássicos de Primavera (Daytona, Oakhill e Freestone) são importantes para "medirmos força" com nossos concorrentes já no começo da temporada. Fui top 5 e consistente em todos esses campeonatos, e meu melhor desempenho foi em Oakhill, em que disputei três categorias e fiquei em segundo lugar em todas. As classificatórias do Loretta são sempre disputadíssimas e cada posição que você ganha numa corrida pode valer sua classificação. Todas foram muito importantes, mas nas finais (Regionais) em Washougal, Hangtown e Pala pude demonstrar minha evolução e ganhei quase todas as corridas.

 

Na Classificatória Regional em Washougal você venceu as quatro baterias que disputou, garantindo vaga nas duas principais categorias do Loretta, a 250A e a Open Pro Sport, consideradas profissionais. Como foram estas corridas? Você esperava vencer?

Eu sempre vou para as corridas determinado a vencer. Gosto muito da pista em Washougal e me senti muito bem nessa Regional, acho que tudo conspirou a meu favor, mesmo sendo uma classificatória das mais difíceis.

 

Você disputou outra competição muito tradicional do motocross amador americano, o Mammoth MX, ficando em segundo lugar nas duas baterias da categoria 250 Pro, tendo inclusive, feito um holeshot. Você ficou atrás da sensação Justin Cooper, mas derrotou nomes importantes como Joey Crown, Max Makorlf e até mesmo Darryn Durham, que já correu entre os profissionais. Como foram as corridas em Mammoth?

As corridas em Mammoth foram muito boas. Mammoth é sempre um termômetro do que vai acontecer no Loretta, pelo nível dos pilotos que participam das categorias PRO.  Fui preparado para vencer, mas mesmo tendo feito os melhores tempos tanto nos treinos quanto nas corridas, competir contra motos de 450cc é sempre difícil. Você pode até largar bem, mas as 450 te alcançam na reta.  Eu sabia disso, mas gosto de desafios, e o meu era andar junto com esses pilotos, isso eu consegui.

 

Seu treinador pessoal, Nilzo Maguila Jr, disse que você está na melhor fase de sua carreira, tanto fisicamente como mentalmente. E você mesmo nas redes sociais comenta como o seu desempenho e os seus resultados mudaram (para melhor) desde que passou a treinar com ele...

O Maguila tem uma importante participação no meu dia-a-dia, mesmo quando estou nos EUA e ele no Brasil. Tenho um programa de treinamento diferenciado e isso tem dado muito resultado, realmente estou na minha melhor forma física e mental.

 

Vivendo uma fase tão boa, quais são suas expectativas para o Loretta Lynn 2017?

No Loretta vou enfrentar outros 39 pilotos no gate nas duas categorias em que vou competir. Os principais nomes são velhos concorrentes meus, todos do mesmo nível de performance.  Não existem favoritos, então vou usar todas as minhas "ferramentas" para ser o melhor no Loretta. Esse tem sido meu foco principal nessa temporada.

 

E o que virá depois? O Maguila disse que você está pronto para estrear em competições profissionais nos Estados Unidos e que isso deve acontecer logo após o Loretta. E nos bastidores soubemos que o plano é que você dispute a 10ª etapa do AMA Motocross em Unadilla, é verdade? Caso sim, vai correr com apoio de alguma equipe ou com esquema privado?

"Eu nasci pronto para isso (risos)!” A verdade é que essa seria a transição natural nesta fase da minha carreira: partir para o MX profissional depois do Loretta.  Não me vejo disputando novamente os clássicos de primavera ou as classificatórias para o Loretta no ano que vem.  De qualquer forma, tudo vai se definir após o Loretta. Por enquanto aguardo mais algumas definições para decidir se faço essa transição agora, e se o faço com uma equipe ou continuo com esquema privado.

 

E quais são suas expectativas em torno desta possibilidade?

Tenho treinado muito, e espero ter no Loretta excelentes resultados que me tragam as melhores possibilidades e me permitam tomar a melhor decisão para seguir na próxima temporada. De qualquer forma, não vejo a hora de competir no motocross profissional!

 

Enzo, mais uma vez muito obrigado pela entrevista. O espaço é seu para as considerações finais.

Quero agradecer aos meus patrocinadores e a todos que torcem por mim. Tamo junto! Obrigado Cross Clube Brasil por esta oportunidade!

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