Entrevista: Tim Gajser
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 07/06/2016
Esloveno de 19 anos é a bola da vez no Mundial de Motocross. Ele lidera o campeonato da categoria MXGP

Tim Gajser continua dando as cartas no Mundial de Motocross 2016. Apesar de não ter vendido o GP da França, seu desempenho contra o francês Romain Febvre em Saint Jean d’Angely, no último fim de semana, não deixam dúvidas que uma nova era está sendo escrita na mais importante categoria do campeonato, a MXGP, e o jovem esloveno de apenas 19 anos é a bola da vez.

 

Gajser e Febvre estão um nível acima dos demais pilotos e mostraram muito mais maturidade no GP da França em relação aos GPs anteriores. David Bulmer, um dos jornalistas mais conhecidos no paddock do Mundial de Motocross, entrevistou o esloveno em Sain Jean d’Angely logo após a segunda bateria. Segundo Bulmer, o estilo de pilotagem de Gajser, combinado com o seu carisma e humildade perante os fãs, lembram a lenda Stefan Everts (10 vezes campeão mundial). Confira abaixo a tradução da entrevista na íntegra.

 

Tim, você não conseguiu a vitória mas mostrou muito neste fim de semana. Qual é a sensação ao terminar este GP?

Sim, na verdade é a primeira vez que fico feliz com o segundo lugar. Romain (Febvre) e eu estávamos andando muito bem, quer dizer, nos primeiros 30 segundos de prova realmente tivemos um ritmo bom, semelhante, então ok, eu estou realmente feliz com a minha pilotagem e desejo felicitações ao Romain, ele andou muito bem e foi melhor apenas na segunda bateria. Ele fez algumas alterações e foi bem sucedido. Estou um pouco decepcionado, porque batalhamos na primeira bateria, mas agora temos uma semana de folga e depois iremos para a Inglaterra. Estou ansioso para isso.

 

Na segunda bateria você teve que se recuperar de uma largada ruim. Como você se sentiu?

Eu não fiz minha melhor largada, mas não se preocupe, eu não queria passar todos de imediato, eu estava apenas procurando novas linhas no traçado, as linhas que eu tinha comentado com o meu pai. Passei quatro pilotos no mesmo local e de repente eu estava na liderança, e é difícil estar na liderança quando eles têm o mesmo ritmo que você. Na primeira bateria eu estava atrás de Romain e conseguia procurar linhas alternativas no traçado, mas na segunda bateria foi mais difícil. A multidão francesa também era inacreditável, eles estavam todos torcendo por Romain, mas também foi bom para os outros pilotos.

 

Quando você ultrapassou Romain e venceu a primeira bateria, parecia uma ultrapassagem planejada, porque você parecia estar estudando a melhor hora para atacar, foi isso mesmo?

Meia volta antes da chegada peguei dois retardatários na minha frente e não consegui passa-los, perdi algum tempo mas ele (Febvre) cometeu um erro duas curvas antes da linha de chegada e eu fiquei feliz por vencer essa corrida, foi realmente uma batalha muito boa.

 

Você acha que Antonio Cairoli poderá repetir a performance que teve nos dois GPs anteriores ao da França?

É difícil responder, Tony foi oito vezes campeão do mundo, venceu vários GPs, então ele sabe o que precisa fazer para voltar ao topo do pódio. Vamos ver, mas não é só o Tony, Boby (Evgeny Bobryshev) também é bom, Gautier (Paulin) está voltando. Farei o meu melhor e tentarei me divertir, porque isso é o mais importante para mim.

 

Após o GP da Inglaterra, teremos várias corridas em pistas de Areia. Você está ansioso? Porque você tem se mostrado um bom piloto em chão duro, mas como vai ser na areia?

É minha primeira temporada na MXGP e acho que me preparei bem, em todos os tipos de superfície. Você sabe, eu treinei duro nas pistas de areia na Sardenha (Itália). Posso andar bem em traçado duro, de areia, de lama. Eu acho que se você é um bom piloto, você deve estar preparado para pilotar em todos os tipos de circuito e todos os tipos de condições.

 

A última etapa da temporada será em Glen Helen, pista que no ano passado você se sagrou campeão mundial na MX2. Qual sua expectativa para este ano?

Minha expectativa é muito boa, assisti vídeos da pista ano passado, mas depois que cheguei lá é que me dei conta da dimensão do circuito, com seus grandes saltos, curvas, subidas e descidas. É realmente uma pista agradável e eu estou ansioso para correr lá novamente.

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