Perfil do Privado: Anderson Chupel
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 23/07/2013
Nova série do CCB entrevista pilotos que competem sem a estrutura e apoio de grandes equipes e patrocinadores

Hoje apresentamos mais uma novidade aqui no Cross Clube Brasil. Trata-se da sessão “Perfil do Privado”. Mensalmente estaremos entrevistando um piloto que disputa competições (nacionais, estaduais, regionais, etc) durante toda uma temporada colocando dinheiro do próprio bolso, sem contar com grandes patrocinadores ou com o mega apoio e estrutura das grandes equipes oficiais.

Nossa intenção é divulgar estes pilotos que, na maioria das vezes fazem muitos sacrifícios para disputar o esporte que mais gostam, e em alguns casos, conquistam excelentes resultados, brigando de igual para igual com os grandes nomes do esporte.  O primeiro entrevistado é o matogrossense Anderson Chupel, vencedor da categoria regional Honda MT na terceira etapa do Brasileiro de Motocross, disputada em Sorriso, sua cidade natal. Abaixo você confere nossa entrevista com ele.

E caso você seja um piloto privado e queira ter sua história contada aqui, mande-nos um e-mail para os endereços: contato@crossclubebrasil.com.br ou site@crossclubebrasil.com.br, ou clique aqui, preencha o formulário completo e envie sua mensagem.

 

Anderson, em primeiro lugar muito obrigado por aceitar conceder esta entrevista, você está inaugurando a sessão "Perfil do Privado". Para começar, conte-nos brevemente a sua história no motocross. Como descobriu a paixão pelo esporte e suas principais vitórias e títulos ao longo da carreira.

Primeiramente quero agradecer a vocês pela oportunidade. Eu comecei bem cedo no esporte, com 5 anos eu já corria BMX e entre os 12 e 13 anos de idade fui pro motocross, por incentivo do meu irmão.  Estou competindo até hoje e minha principal conquista foi à vitória na terceira etapa do Brasileiro de Motocross aqui em Sorriso (MT). Venci na categoria regional Honda MT.  Graças à vitória ganhei uma Pop 100cc. E durante todos estes anos da minha carreira conquistei 14 títulos.

 

Como você avalia a temporada 2012?

Em 2012 competi sem patrocínios, tudo por conta própria, mas consegui conciliar meu trabalho com as corridas. Das quatro categorias que disputei no campeonato matogrossense de motocross, venci três e uma fui vice-campeão. De premiação faturei duas Pop 100cc, uma Titan 125cc e uma TV 42.

 

Por se tratar de um piloto que compete com esquema privado, quais são as principais dificuldades que você está enfrentando em 2013?

É muito difícil porque eu tenho um bom patrocínio para correr no campeonato matogrossense, mas não tenho esse mesmo esquema para o Brasileiro e outras corridas. Pra você ter uma ideia, eu moro em Sorriso, cidade de 80 mil habitantes e mesmo assim não tenho patrocínio para competições mais fortes. Recebi um convite para representar o moto clube de uma cidade vizinha, Nova Ubiratã, e graças a eles estou conseguindo tudo que eu preciso para competir no nosso estadual.

 

Na sua opinião, o que está faltando para que os pilotos de motocross no Brasil recebam, num aspecto geral, o reconhecimento que merecem?

Somos funcionários das federações e moto clubes, mas somos funcionários sem salário. Somos o palhaço deste picadeiro, sem nós, pilotos, não tem corrida, não tem espetáculo. Falta muito incentivo, as premiações não pagam nem as despesas que temos com as corridas.

 

Profissionalmente o que você faz além de competir? Por que viver do motocross é um privilégio para poucos no Brasil?

Hoje tenho uma fábrica de blocos de concreto pré-moldados e uma construtora. Faz um ano e meio que montei esse negócio pra mim, mas tenho que agradecer muito ao esporte, porque muitas coisas na minha vida eu consegui através dele. Sempre disputei corridas que pagassem uma boa premiação (risos).

 

Você disputou a terceira etapa do Brasileiro de Motocross em Sorriso, inclusive venceu a categoria regional Honda MT. Deve ter sido um fim de semana inesquecível. Conte-nos como foi.

Foi o segundo ano que participei, no ano passado caí na largada, voltei em último e finalizei na quarta posição. Esse ano fiz uma largada sem erros, para não cair, porque a prova é curta, não dá tempo de recuperar. Apertei o ritmo porque eu já sabia como a pista estava, tinha acabado de correr na MX1. Comecei a pegar linhas rápidas e sem buracos no traçado. Deu tudo certo, subi no lugar mais alto do pódio e ganhei uma moto 0 km. Foi inesquecível.

 

Anderson, para finalizar o espaço é seu.

Bom, quero agradecer novamente a vocês do Cross Clube Brasil pela oportunidade. Agradecer também ao Moto Clube de Nova Ubiratã e aos meus patrocinadores e apoiadores: Argeton, AC Blocos, Frota Gráficos, Prefeitura de Ubiratã, Terremotos, Honda Moto Ideal e Grupo Rovaris.

 

Bate-Bola

Nome completo: Anderson Chupel

Data de Nascimento: 19/07/1985

Cidade Natal: Sorriso (MT)

Cidade atual: Sorriso (MT)

Ídolo nacional: Swian Zanoni

Ídolo internacional: Antonio Cairoli

Comida favorita: Pizza

Bebida favorita: Coca Cola

Lazer favorito: Ficar na companhia da minha esposa e dos meus filhos

Filme favorito: Qualquer um que seja comédia (risos)

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