Perfil do Privado: Higor Passos
Por: Renato Dalzochio Jr
Em 22/11/2013
Conheça a história de um capixaba que divide trabalho com MX, e mesmo assim se diverte fazendo o que mais gosta

Voltando com a série Perfil do Privado, nosso entrevistado desta edição é o capixaba Higor Passos, de 23 anos. Com vários títulos na carreira, Higor possui uma história vencedora no motocross do Espírito Santo, mas atualmente precisa se dividir entre a rotina de empresário e a de piloto de motocross. Nem por isso deixa de se divertir praticando o esporte que mais ama. Confira na entrevista abaixo. Boa leitura!

 

Higor, em primeiro lugar muito obrigado por aceitar participar da sessão Perfil do Privado aqui no Cross Clube Brasil. Comece contando a sua história dentro do motocross. Como descobriu a paixão pelo esporte e como foi o seu começo dentro dele?

O meu começo no esporte foi muito cedo, desde a barriga da minha mãe. Meu pai foi piloto por muitos anos e eu passei a acompanhar corridas desde que eu nasci. Aí não tinha como ficar de fora. Ganhei minha primeira moto aos dois anos de idade, fabricada pelo meu pai, com rodinhas de bicicleta nas laterais para ajudar a me equilibrar e daí pra frente fui crescendo e as motos também (risos).

 

Quais são as principais vitórias e títulos que você conquistou em sua carreira?

Tenho mais de dez títulos no campeonato capixaba em quase todas as categorias, desde a 50cc ate a pró, que sou tri-campeão. Tenho muito orgulho também de dois troféus que conquistei no Campeonato Brasileiro de Motocross em 2007 e 2008 na categoria MX Junior.

 

Como foi a temporada 2012 e como você avalia a temporada 2013 até o momento?

A minha temporada de 2012 não foi muito boa, tive um pouco de azar no começo, o que acabou me desmotivando um pouco, mas mesmo assim fiquei com o vice-campeonato capixaba na MX Pró. 2013 tinha tudo pra ser um bom ano pra mim, venci a primeira prova que disputei no ano e também a primeira etapa do capixaba, até que na segunda etapa fiz uma prova mediana em virtude de um problema na moto e depois disso as coisas não se encaixaram como antes, mas estou treinando para fechar o campeonato como comecei.

 

Sendo um piloto privado quais são as principais dificuldades e desafios que você enfrenta atualmente?

A maior dificuldade é você ter que cuidar de tudo sozinho. Ao mesmo tempo que você é piloto também é mecânico, motorista, empresário e por aí vai. Isso acaba gerando um desgaste físico e psicológico muito grande, que acaba pesando na hora da corrida, que é quando você precisa do seu máximo.

 

Quais competições você está disputando neste ano?

Este ano estou no Campeonato Capixaba de Motocross. Além dele faço algumas etapas da Copa Norte de Motocross e também comecei a correr o Campeonato Brasileiro no início do ano, mas em virtude da logística ser muito cara e difícil, acabei parando.

 

O que você faz profissionalmente além de competir?

Há três anos tenho a minha loja, a HP Race, aqui no Espírito Santo, e continuo trabalhando com o que amo, tanto nas pistas quanto fora delas.

 

Como você faz para conciliar o trabalho com os treinos e preparação física?

É um pouco difícil isso. Não consigo conciliar muito, tanto que reduzi muito minha carga de treinos. Eu tenho uma certa dificuldade em me concentrar em várias coisas ao mesmo tempo, então acabo deixando uma coisa em segundo plano e desta vez escolhi focar mais na minha empresa, que é meu futuro. Mesmo assim treino duas vezes por semana fisicamente, à noite, que não me atrapalha, e tento ir duas vezes por semana pra pista, bem de manhã cedo, para estar até as 8 da manhã na loja.

 

Quais etapas do Brasileiro de Motocross você disputou este ano e como foram seus resultados?

Disputei as duas primeiras etapas do campeonato este ano. Na primeira achei uma vitória ter classificado em meio as mais de 60 motos que tinham na MX2. Na segunda etapa tive um resultado um pouco melhor, conseguindo fazer um 15º na segunda bateria da MX2 também.

 

Quais foram seus principais objetivos e metas neste ano?

Meu objetivo é tocar a minha loja e tentar me divertir ao máximo quando subir em cima da minha moto, seja em corrida ou em treinos, e o que vier além disso com certeza só vai aumentar o prazer de fazer o que a gente ama.

 

Na sua opinião, por que a profissão de piloto de motocross no Brasil é um privilégio para poucos? E o que você acha que está faltando para que o esporte tenha o mesmo reconhecimento que tem na Europa e nos EUA?

Pra pouquíssimos. Tem muitos pilotos que parecem ser profissionais, mas na verdade estão "trocando cebolas" ou até mesmo pagando pra correr. Infelizmente esta é a realidade do Brasil, onde todos querem mudança, mas ninguém quer se mexer para fazer alguma coisa. Esse assunto não é tão simples quanto as pessoas querem achar que seja. Se formos enumerar o que falta pra conseguirmos chegar ao nível de reconhecimento de outros países, ficaríamos um dia aqui escrevendo e isso não é só "privilegio" do nosso motocross não e sim da maioria dos esportes no Brasil, que as vezes tem até campeões mundiais em suas modalidades, mas não tem o mínimo reconhecimento merecido.

 

Higor, obrigado mais uma vez e para finalizar, o espaço é seu.

Eu que agradeço o espaço Renato, é um prazer muito grande fazer este bate papo com o Cross Clube Brasil e estou sempre à disposição. Queria agradecer também a todos que estão e sempre estiveram do meu lado, desde toda a minha família até meus patrocinadores/apoiadores que são HP Race, Rinaldi, Rodolub Mobil, IMS, Imagem GFX, Moto Litoral, MR Pró, Mormaii e Top Life Studio.

 

Bate-Bola

Nome completo: Higor Merizio Passos

Data de Nascimento: 14/09/1990

Cidade Natal: Vitoria (ES)

Cidade atual: Cariacica (ES)

Ídolo nacional: Swian Zanoni e Antonio Passos (meu pai)

Ídolo internacional: Jeremy McGrath

Comida favorita: File de frango a parmegiana

Bebida favorita: Água

Lazer favorito: Viajar

Filme favorito: Senna - Documentário

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